A questão do Verbo Chispar



O que certos professores pensam quando estão elaborando uma prova pra avaliar seu aluno?

Olha a maldade quando o professor quer "ferrar" o aluno na prova:

"Ao sol chispa a areia doirada" Qual é a transitividade do verbo chispar? 

Pela frase se vê que é uma obra literária, pois os termos não são de usos habituais ou atuais em nossa língua, ou seja, arcaísmo. Passar isso em sala de aula como conhecimento adicional para preparar o aluno ok! Mas colocar isso na prova, pra aferir conhecimento do aluno...

Será que não tinha um outro verbo, de uso habitual, que o professor pudesse usar para aferir o conhecimento e preparar o aluno?

É por isso que acredito não na avaliação a critério do professor, mas em várias etapas de avaliação para se chegar ao rendimento do aluno.

Esta questão foi colocada em uma prova de língua portuguesa do ensino médio, como eu disse acima, para mim, pura maldade desnecessária. Espero que a nova geração de professores, que estuda sobre as relações de poder e sua interferência na avaliação possam cuidar melhor dessa questão, abordando a realidade do aluno, contextualizando e não em questões isoladas, puramente sem sentido para eles.








Cuidado ao avaliar seu aluno!

A avaliação é um tema polêmico, pois ela tanto pode ser um instrumento de motivação quanto de desmotivação do aluno, um instrumento de reflexão e desenvolvimento ou um instrumento de poder.
Muitos professores utilizam a avaliação sobre certos critérios, critérios estes formados sobre sua própria opinião naquilo que acham certo ou errado, sem considerar o que de fato se apresenta.
Numa prova objetiva, só existe um critério a ser considerado, ou está certo, ou está errado. Conta-se a pontuação e obtem-se a nota do aluno. Um aluno pode tirar um 8 ou até mesmo10 sem nem ter estudado, só chutando(é difícil, mas pode acontecer), ou da mesma forma ter uma má sorte e tirar um 0 ou um 3. O aluno que estudou, sabe a matéria, entendeu critícamente os conteúdos provavelmente vai tirar 10 de qualquer forma numa prova objetiva. Ele conhece e sabe seu potencial, nisso há uma vantagem.
Quando falamos de uma avaliação discursiva, na qual os critérios são subjetivos, ai a coisa muda de figura, pois um aluno que estudou a matéria, sabe o conteúdo e entendeu toda a dinâmica da mesma, pode ser prejudicado pelo critério subjetivo adotado pelo professor. Esse aluno, que sabe o seu potencial, dá o melhor de si nos trabalhos e considera criticamente sua atuação, pode se sentir surpreso e até mesmo desmotivado ao receber um "7" quando acreditaria que receberia um 9,5 ou um 10.
Como tudo na vida remete a questão do olhar, do ponto de vista de quem olha, a avaliação subjetiva pode ser além de um instrumento de poder, uma questão pessoal, na qual o professor coloca seus anseios e seu estado de espírito. Há professores que nunca darão um dez a um determinado aluno, mesmo sabendo que ele alcançou os objetivos e desempenhou satisfatóriamente tudo que lhe foi pedido, e ai reside a questão do poder.
Pro aluno que não estuda, não tem jeito, a nota sempre vai ser aquele meio termo, 6, 4...
Esse aluno tem pavor das provas discursivas, pois tem que expor suas idéias, e acaba caindo no "enroleichon" mas não consegue ir muito longe.
A questão da avaliação é muito extensa, não tenho aqui a intenção de me estender muito, nesse momento, sobre o assunto, mas produzir uma reflexão.
Avaliar é uma questão simples e ao mesmo tempo complexa.
Quando eu vou comprar uma roupa nova ou fazer prestações de uma compra qualquer, eu avalio primeiro se o meu dinheiro será suficiente para quitar as despesas, isto é simples. Mas se eu tenho que avaliar alguém, fazendo um julgamento sobre esta pessoa ou seu desempenho em determinada atividade, isto é complexo, demanda muita atenção e, se você não tiver a intenção de prejudicar seu aluno, tanto concretamente no somatório da nota final (na aprovação ou reprovação) quanto psicologicamente no julgamento subjetivo,  provocando desmotivação no desempenho futuro dessa pessoa, cuidado com os critérios que você adota.
Com certeza, o professor também é avaliado pelo aluno, seus atrasos, os furos que dá em compromissos previamente marcados, o modo como se direciona a turma, suas alterações de humor etc. A diferença é que não é uma avaliação formal, e não gera uma nota para o professor que comprometa o seu desempenho e fique registrada eternamente em seu histórico.
Quando você avalia, de uma certa forma está se avaliando também, pois seu aluno é também produto da sua prática, por isso, cuidado ao avaliar seu aluno!

Flávia

*Se copiar cite a autoria. Obrigada!

Humor! Ditados Populares Na versão Acadêmica

1. Amigos, amigos, bolsas à parte.



2. É melhor um artigo publicado do que dois no prelo.


3. Antes só do que mal orientado.


4. A pressa é inimiga da pesquisa-ação.


5. A recurso aprovado não se olha a fonte.


6. Diga-me qual teu grupo de pesquisa e te direi quem és.


7. Para bom pesquisador meia referência basta.


8. Não adianta chorar sobre o edital vencido.


9. Em terra de mestres quem tem doutorado é rei.


10. As capas das teses enganam.


11. A ocasião faz a comissão.


12. O laboratório do vizinho é sempre melhor equipado.


13. O protocolo é o pai de todos os vícios.


14. Antes tarde do que perder o edital.


15. As más noticias chegam via protocolo.


16. Azar na CNPq, sorte na FAPERGS.


17. Projeto fraco em editais duros tanto se envia até que é aprovado.


18. Artigos passados não movem o Lattes.


Fonte: Blog Alunos Metô > Maurício Serafim

Inclusão: Uma Realidade

Muito boa essa reportagem do RJ TV sobre inclusão.

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